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Caminhada do Meio-Dia reúne Foz pela memória de vítimas e contra o feminicídio

Publicada em 25/07/25 às 10:16h - 40 visualizações

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Caminhada do Meio-Dia reúne Foz pela memória de vítimas e contra o feminicídio
 (Foto: radiorevistafronteira@gmail.com)

Ao meio-dia desta terça-feira (22), o coração de Foz do Iguaçu pulsou mais forte. Mais de 200 pessoas deixaram o silêncio da rotina para dar voz a um grito urgente: chega de violência contra as mulheres. A 3ª edição da Caminhada do Meio-Dia tomou as ruas do centro da cidade como um rio humano de esperança e indignação, unindo familiares de vítimas, autoridades, representantes da sociedade civil e cidadãos comuns.

Não foi apenas uma caminhada. Foi um ato de resistência, um abraço coletivo às memórias de mulheres como Tatiane Spitzner, assassinada brutalmente em Guarapuava, e Zarhará Hussein Tormos, jovem iguaçuense cuja vida também foi interrompida pelo feminicídio. Cada passo dado carregava o peso de histórias interrompidas e a leveza de quem acredita que é possível mudar.

Faixas, cartazes e camisetas brancas pintaram a cidade com mensagens de empatia e conscientização. Entre os rostos, havia lágrimas, sorrisos tímidos e olhares que revelavam a força de quem se recusa a aceitar que a violência de gênero seja mais uma estatística.

“Esperávamos 100 pessoas, e vieram mais de 200. Isso mostra que a sociedade está mobilizada”, afirmou a secretária da Mulher de Foz, Scheila Melo. Ela destacou ainda a presença masculina. “A luta não é contra os homens, é contra a violência. Ver tantos homens conosco é uma prova de que o compromisso pela vida das mulheres é coletivo.”

A memória das vítimas foi o fio condutor do ato. “Caminhamos pela Tatiane, mas também por tantas outras que não podem mais estar aqui. Muitas nem são lembradas, mas hoje suas famílias se sentiram representadas”, disse Scheila, com a voz embargada.

Uma das presenças mais tocantes foi a de Anamir Taffarel, mãe de Zarhará. Com a dor transformada em luta, ela fez um apelo comovente: “Não tem outra opção a não ser viver pela minha filha. Lutar por ela, para que sua memória não seja esquecida. Eu quero, no mínimo, 1% de justiça, mas sigo lutando pela pena máxima para esses assassinos.”

Entre os participantes estavam o vice-prefeito Ricardinho, vereadoras, representantes da OAB, da Patrulha Maria da Penha, da Delegacia da Mulher e de entidades locais. Uma rede de apoio que reforçou a mensagem de que enfrentar o feminicídio é responsabilidade de todos.

Para Scheila, a caminhada simboliza mais que um ato pontual. É um lembrete de que o enfrentamento à violência precisa ser diário. “É nosso dever mobilizar, garantir direitos, proteger vidas. A mobilização mostra que a sociedade está mudando, que mais pessoas estão aderindo. A Secretaria tem um papel fundamental em articular esse movimento e mostrar que cada vida importa.”

Ao final, restou o silêncio. Um silêncio que não era de conformismo, mas de reverência. Um silêncio que prometia ecoar em forma de ação.






assessoria




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