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Ciência aponta impactos físicos provocados pelo excesso do uso do celular e computador

Publicada em 07/07/26 às 11:43h - 20 visualizações

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Ciência aponta impactos físicos provocados pelo excesso do uso do celular e computador
 (Foto: Reprodução )
Os efeitos do uso excessivo de celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos deixaram de ser uma preocupação restrita à saúde mental. Estudos recentes apontam que o tempo prolongado diante das telas também pode provocar mudanças graduais no corpo, afetando a postura, a visão, a força muscular, a coordenação motora e até a pele.

Pesquisadores e especialistas ouvidos pela BBC afirmam que esses impactos costumam surgir de forma silenciosa, resultado de hábitos repetidos diariamente durante anos. Embora muitos deles possam ser prevenidos ou reduzidos, a tendência preocupa porque acompanha uma sociedade cada vez mais dependente da tecnologia.

Uma das alterações mais conhecidas é o chamado "pescoço tecnológico". A inclinação constante da cabeça para olhar o celular aumenta significativamente a carga sobre a coluna cervical. Dependendo do ângulo, essa pressão pode chegar a aproximadamente 27 quilos, favorecendo o desgaste dos discos vertebrais, das articulações e da musculatura. Em situações prolongadas, a postura também pode comprometer a capacidade pulmonar e modificar o alinhamento natural da coluna.

 tendência. A prática regular de exercícios físicos e atividades que exijam esforço manual ajudam a preservar a musculatura.

Outro aspecto observado pelos pesquisadores envolve a coordenação motora. O uso frequente das telas aprimora movimentos específicos, como tocar e deslizar os dedos sobre os aparelhos. Em contrapartida, atividades que exigem movimentos finos e variados tendem a perder espaço na rotina, principalmente entre crianças e adolescentes. Estudos relacionam o excesso de tempo diante das telas à redução dessas habilidades, que também estão associadas ao desempenho escolar e ao desenvolvimento cognitivo.

Para reduzir esses efeitos, especialistas recomendam incluir tarefas manuais no cotidiano, como cozinhar, escrever à mão, tocar instrumentos musicais, praticar artesanato ou realizar trabalhos com madeira. Essas atividades estimulam diferentes áreas do cérebro e fortalecem a conexão entre percepção, coordenação e movimento.

A conclusão dos pesquisadores é que a tecnologia continuará fazendo parte da vida moderna. O desafio está em equilibrar seu uso com hábitos que preservem a saúde física, como pausas frequentes, prática regular de exercícios, atividades ao ar livre e redução do tempo contínuo diante das telas. Pequenas mudanças na rotina podem evitar que os dispositivos deixem marcas permanentes no corpo ao longo dos anos.





Fonte Gdia/ Fronteira 



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